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PERGUNTAS FREQUENTES

1) O que é um Arranjo Promotor de Inovação (API) ? 

Segundo a Lei Municipal de Inovação de Florianópolis (LC 432/2012), Artigo 2º, um Arranjo Promotor de Inovação Cluster (API) é uma ação programada e cooperada envolvendo Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTI), empresas e outras organizações, em determinado setor econômico especializado, visando ampliar sua capacidade de inovação, seu desenvolvimento econômico, social e ambiental, dotada de uma entidade gestora pública ou privada, que atua como facilitadora das atividades cooperativas.

2) O que é o Inova+Saúde ? 

O Inova + Saúde é um arranjo promotor de Inovação (API) da Saúde, tendo como entidade gestora a Associação Catarinense de Medicina - ACM e consultoria do SEBRAE. A API possui um comitê gestor, formado por voluntários, que fazem parte dos atores identificados como importantes para inovação na saúde.

3) Quais os setores tecnológicos estratégicos definidos pelo ecossistema de inovação de Florianópolis/SC? 

  • Saúde

  • Software e Hardware 

  • Energias Renováveis 

  • Economia Criativa e Turismo

 

4) Qual a importância das Governanças Setoriais para Ecossistemas de Inovação ?

Ao reunir os atores de todas “hélices” relacionados claramente com um setor econômico bem definido, e com o propósito de desenvolver empreendimentos inovadores, nota-se que os participantes das governanças passam a ter uma percepção mais clara de quais benefícios podem ser alcançados por meio do trabalho em conjunto. Com uma proposta de valor mais clara, o engajamento dos atores torna-se menos difícil.

Em Florianópolis, a Lei Municipal de Inovação estabeleceu os Arranjos Promotores de Inovação (API) com esse propósito de promover o empreendedorismo inovador, por meio da Inovação Aberta, em setores econômicos bem definidos (clusters).

Startup

5) Quais ações um API pode realizar? 

  • Diagnósticos de oportunidades para desenvolver soluções inovadores para desafios de organizações estabelecidas do Setor do API.

  • “Pitch reverso”: eventos para que organizações estabelecidas “vendam” seus desafios para startups, empresas ou empreendedores dispostos a desenvolver soluções inovadoras.

  • Maratonas de inovação (hackathons).

  • Capacitações em temas relevantes para o desenvolvimento de inovações para o Setor do API.

  • Eventos para Networking.

  • Mentorias para a elaboração de planos de negócios para o desenvolvimento de empreendimentos inovadores, entre executivos/as de organizações estabelecidas e empreendedores/as que queiram inovar.

  • Criação de um banco de desafios do Setor do API.

  • Banco de dados de fontes de financiamento à inovação, de fontes públicas e privadas.

  • Sessões de negócios

  • Viabilizar parcerias estratégicas para impulsionar a inovação e o desenvolvimento de novas soluções. Aqui estão algumas das parcerias que podem ser consideradas:

    • Parcerias com fornecedores e/ou prestadores: Trabalhar em conjunto com fornecedores e prestadores pode ajudar a identificar necessidades e oportunidades de inovação, co-criar soluções e estabelecer relacionamentos mais profundos e colaborativos ao longo da cadeia de valor.

    • Entidades governamentais: Colaborar com agências governamentais pode proporcionar acesso a financiamento, programas de incentivo e regulamentações favoráveis, além de envolvimento em iniciativas de políticas públicas relacionadas à inovação.

    • Parcerias com instituições financeiras e investidores: colaborar com bancos, fundos de investimento e outros atores financeiros pode fornecer acesso a capital, conhecimento em gestão de investimentos e oportunidades de financiamento para projetos inovadores.

    • Pré-incubadoras de Startups

    • Laboratórios para testes e validações de inovações em saúde 

    • Conexão com outros Centros de Inovação. 

 
Reunião Startup

6) Como funciona o financiamento no ecossistema de inovação? 

Há investidores privados - pessoas físicas, chamados de anjos e, quando institucionais, de Fundos de Capital de Risco. Outro componente viabilizador é o incentivo fiscal, possibilitando o não pagamento de impostos (isenção total) ou uma importante redução do custo tributário.

Principais agentes financiadores

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - São empréstimos para pesquisa e desenvolvimento, equipamentos e capital de giro, disponibilizados mediante projeto dirigido ao agente financeiro regional, como, no caso de Santa Catarina, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o BADESC, a agência de fomento do Estado de Santa Catarina. 

Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) - Empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Além de financiar empresas maiores de forma idêntica ao BNDES, com recursos próprios, administra o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que apoia boa parte da pesquisa desenvolvida nas universidades ou mesmo em pequenas empresas. A subvenção é na modalidade fundo perdido. A Finep tem concebido programas de apoio a empresas nascentes, com destaque para os programas Tecnova e Centelha, operados pelas fundações de amparo à pesquisas estaduais. 

Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) - Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Embrapii é uma organização social criada em 2013. Mediante contrato de gestão com MCTI e outros organismos, como Ministério da Educação e Ministério da Saúde, por exemplo, ela recebe recursos não reembolsáveis que são disponibilizados para grupos de pesquisa especializados e vocacionados- chamados unidades Embrapii.  

Sebrae - O Sebrae é outra instituição que contribui de maneira expressiva para consolidação das pequenas empresas, também de base tecnológica. Um dos programas é o Sebraetec que presta consultoria na estruturação dessas empresas e na contratação de serviços especializados sem custo ou parcialmente subvencionados por fundos próprios. Por isso, o Sebrae é considerado uma fonte financeira para o ecossistema de inovação. 

Governo de Santa Catarina - Atua por intermédio dos seus órgãos da administração direta, como é o caso da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, mas principalmente, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). 

Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) - Tem liderado alguns programas na viabilização de empresas de base tecnológica. 

Sinapse da Inovação/Centelha - Programa criado com metodologia da Fundação CERTI e com financiamento da Fapesc. Além da disponibilização de recursos, as empresas recebem orientações técnica e gerencial oferecidas pela CERTI e pelo Sebrae. O programa Sinapse foi incorporado pela Finep, sendo batizado de Centelha.

Tecnova - Com participação da Finep e financiamento mais robusto, que pode chegar a R$ 500 mil sem reembolso para cada empresa contemplada, esse programa tem permitido alavancar pequenas empresas no mercado.

Incubadora Celta - Administrada pela Fundação CERTI, a incubadora Celta tem participação da Fapesc, que franquia o espaço de 10 mil metros quadrados sem custos, o que permite a redução do valor de aluguel e de condomínio para as empresas ali presentes. Há uma contribuição importante ao ecossistema de inovação de Florianópolis que é o incentivo fiscal oferecido pela Prefeitura Municipal. 

Prefeitura Municipal de Florianópolis - Por meio do Programa de lncentivo à lnovação da Lei Municipal
de Inovação de Florianópolis, onde empresas podem destinar percentual do IPTU às startups, após aprovação do projeto enviado através do Arranjo Promotor de Inovação.  

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